sábado, 26 de junho de 2010

voa canarinho voa...



[o texto foi escrito para a Copa de 2006, mas não mudou muita coisa... o próximo sobre futebol será uma atualização desse, falando sobre Dubga, vuvuzelas e afins. até breve]

A Copa do Mundo está aí. Depois de longos quatro anos de espera, todos os olhos, mentes e corações estão voltados para um grupo de jogadores que tem o peso e a responsabilidade de trazerem ao Brasil o caneco, o hexacampeonato. Na minha modesta opinião, é pressão demais em cima dos caras, mas...
Em mês de Copa, falar de qualquer outro assunto que não seja convocação, times adversários, quem joga ou não é fora de moda. Nada de política, mensalão ou corrupção. Pouco importa se o preço da carne subiu, se fulana de tal vai ser condenada pela morte dos pais, se o frio vai demorar a chegar. A cor da cueca dos jogadores, a cidade de infância e quem brigou com quem na concentração são assuntos que interessam muito mais do que o aumento dos combustíveis! É Copa do Mundo e acabou!
Engraçado é pensar que todo mundo vira um pouco de técnico e jogador nessa época. Gente que não gosta de futebol, não tem nenhum time em especial ou é indiferente ao assunto senta na frente da tevê pra saber as novidades da seleção e começar a sentir o gostinho do acontecimento. Nas ruas, já se vê aqui e ali uma ou outra bandeira. As pessoas já se vestem de verde e amarelo_ pra mim uma belíssima combinação sempre relegada e só aceita nessa época do ano. O hino nacional volta a ser lembrado. De onde vem esse nacionalismo exacerbado?
A culpa disso tudo é dela, da seleção. ‘Culpa’ no bom sentido, claro. Não há brasileiro que não se sinta orgulhoso com o time de estrelas e craques que irá desfilar seu futebol na África. Uma amiga entendida em futebol disse que a paixão dos brasileiros pela seleção é também pelo simples fato de que ali, entre os melhores, está o que mais se aproxima do futebol arte. Futebol por futebol qualquer um joga, mas esse espetáculo só presenciamos quando a seleção brasileira está em campo. Eis um belíssimo motivo pra se torcer por ela.
Quem assiste a um jogo da seleção não vê apenas futebol, certamente enxerga mais além. Vê gente que cresceu nas dificuldades e hoje brilha fazendo o que sabe de melhor. Esquece as agruras do dia-a-dia e se distrai com jogadas mirabolantes. Deseja um gol, como se isso fosse melhorar tudo o que está errado na vida, xinga o juiz e grita com os jogadores para também exorcizar as suas coisas ruins. A seleção é a esperança, é o único momento onde todo mundo tem orgulho de ser brasileiro, porque é a única chance que temos de acreditarmos em algo.
Boa sorte para esses meninos que merecem a nossa torcida. Que nos deixem mais felizes a medida em que a Copa avança. Eis nosso único desejo no momento.

domingo, 30 de maio de 2010

ler até [des]cansar


Sou apaixonada por palavras. Isso vem bem antes da simples ideia de um dia me tornar jornalista. Vem de quando meu pai, outro espécime devorador de letrinhas e afins, pintou numa parede de casa uma lousa enorme, para que eu e meu irmão pudéssemos estudar [e eu dar aulas para as minhas bonecas]. Tudo começou aí.
O prazer pela leitura veio um pouco mais tarde, quando descobri que dentro de casa havia uma coleção enoooorme de gibis do Pato Donald, todos encadernados em capa dura, que meu pai colecionava desde pequeno. Foi aí que instaurou-se o vício pela leitura e eu nunca mais consegui me 'curar'. Lia de tudo: as revistas de costura da minha mãe, as em quadrinho encadernadas, as minhas da Turma da Mônica, todos os livros que eram obrigatórios na escola, o caderno de receitas, tudo. Virei fã de palavras cruzadas, comprei caderno de caligrafia, comecei a fazer agendas, escrevia cartas gigantescas, tudo em função dessa adoração pelas palavras.

Ler pra mim sempre foi mágico e é algo que não sei como explicar. Entra no chavão do "viajar sem sair do lugar" e se amplia dentro da curiosidade inexplicável que tenho em querer saber o porquê das coisas [eis o lado jornalista aflorado]. Hoje assino seis [!] revistas, compro sempre uma ou outra se leio algo de interessante na capa, adoro um jornal e passo horas lendo bobagens na internet. Criei uma comunidade no Orkut sobre 'troca troca literário', para pessoas que como eu tem livros mil e gostariam de trocá-los, para ter sempre algo novo para ler. Tenho uma mini coleção de livros separados por tópicos, como por exemplo 'os de sempre', que junta de Caco Barcellos a Capote e se misturam com astrologia [amo ser sagitariana] até livros específicos, como 'a elaboração do TCC passo a passo'. Os de Moda ganham disparado em relação à espaço e quantidade. :)

Mas, de todos os meus xodós, tenho um que é fabuloso: a piauí [com 'p' minúsculo] uma revista como não se via há tempos, com textos looongos, descrições deliciosas e temas que beirariam o ridículo se estivessem em outro lugar, não nela. Assino desde as primeiras edições e devo a honra dessa descoberta ao meu sogro jornalista. Na época que nem pensava em um dia fazer parte da família, ele presenteou meu namorado com o primeiro exemplar, que passou de mão em mão numa reunião de amigos, todos interessados no artigo sobre 'toxiplasma gondii' [corre pro Google!]. Dai em diante, foi paixão à primeira vista por ambos, a revista e o filho.

Ler, ler e ler. Eis o melhor passatempo e também a maneira mais prazerosa de acrescentar molho e consistência às conversas, aumentar vocabulário, saber do mundo ou dos assuntos que lhe interessam ou simplesmente embarcar na viagem de outra pessoa e aproveitar. Ler [e bem e muito e sobre quase tudo] é coisa de gente interessante e inteligente, não acomodada. Faço parte dessa turma com orgulho e sem falsa modéstia. E certamente é uma das bagagens que deixarei pros meus.
=*

domingo, 9 de maio de 2010

ser [ou não] mãe.


Não dá pra negar que se tem uma mulher que é poderosa, essa é uma mãe! Existe mulher com mais poder, dedicação, atenção, paciência e mais alguns tantos atributos [alguns dispensáveis, diga-se de passagem] do que um ser que consegue gerar, dar a vida e cuidar de um outro ser? Dá até medo.

Nunca pensei em ser mãe e jamais foi meu plano de vida essa responsabilidade pro resto da vida. Na verdade, sempre coloquei na cabeça que não poderia ter filhos [e até hoje penso nisso]. Acho que foi essa a forma que achei para mascarar o tal ‘instinto materno’ que todas nós temos ou o fato de ver quase todas as amigas adolescentes serem mães cedo, por descuido e perderem uma boa parte da vida. Também coloquei na frente da maternidade outras prioridades, como uma faculdade, um emprego, um namorado sem igual e minha família estruturada. Mesmo com tudo dentro dos conformes, sinto que algumas coisas ainda estão meio sem sentido. Será o meu relógio biológico já gritando, se manifestando?

Meu alarme disparou quando fui à festinha de diadasmães no colégio da Isabella, minha sobrinha querida e amada. Não sei se foi o clima [muito amor no ar!] ou um bando de criancinhas e mães babonas, mas enquanto a criançada ia cantando musiquinhas de gratidão e dedicação, me senti um e.t, chorando feito boba e começando a repensar esse meu conceito de não querer ter mini cópias minhas ou do Flô. E descobri que sim, um dia quero poder sentir esse tal sentimento inigualável que as mulheres dizem que é o tal do amor mãe/filho, onde se mata ou se morre pela cria, essas coisas todas que só fazem sentido para aquelas mulheres que estavam naquela apresentação, chorando feito eu, mas com um motivo mais nobre.

Antes de começar a mudar o pensamento sobre o assunto, preciso parar de enxergar as crianças [principalmente bebêzinhos gorduchos e bonitinhos] como seres que choram de madrugada, dormem/mamam/sujamfraldas e te roubam um pouco de paz e personalidade. Preciso ainda realizar um dos dois projetos que tenho para daí sim me entregar ao deleite maternal: conhecer Paris [e comprar uma casa, mas isso ficará mais pra frente]. E caso meu reloginho não ajude, nada como um processo de adoção para me realizar. De qualquer maneira, quando for a hora, deixarei de dormir tranqüila por causa do choro do bebê que será o mais lindo do mundo! Juro.

terça-feira, 20 de abril de 2010

música maestro!


Escutei dia desses uma frase de uma das pessoas que mais me conhece no mundo [se não for a que mais sabe de mim], meu namorado Flô, que eu sou uma 'pessoa sensível musicalmente'. Se a frase foi exatamente essa não sei, mas foi algo parecido e que no final das contas levava a esse pensamento. Essa pérola mais do que verdadeira foi solta em meio a comemoração de formatura de um amigo, onde o maldito dj resolveu juntar o pior do sertanejo, pagode e todas essas porcarias sonoras num único lugar. Surtei! Não conseguia me concentrar na conversa nem disfarçar o mau humor que ia tomando conta de mim a medida que aquelas músicas iam invadindo o ambiente e me enlouquecendo. E isso não é frescura, é um ouvido apurado demais. Sério!

Desde sempre adoro música. Minha mãe lembra que quando eu era bebê colocava um radinho embaixo do meu travesseiro para me fazer pegar no sono. Tinha todos os 'sucessos' das bandas infantis da época e imitava as cantoras na sala, com uma escova de cabelo fazendo as vezes de microfone. Os aniversários em casa tinham apresentação de números musicais [sente a empolgação]. Convenhamos que com todo esse incentivo não dava pra ser diferente.

Música é um dos propulsores da minha vida, o que me move de verdade. Acordar de manhã e não ligar o som é quase impossível. Me dá prazer, alegria, satisfação. Sou daquelas que fazem cd´s e listas das músicas ideais para cada momento: dançar, relaxar, ficar na fossa e ainda guardo algumas fitas cassetes [coisa mais velha!] com músicas que não encontro para baixar.

O engraçado é que vivo numa espécie de repetição sonora. Nâo sei quais são as bandas do momento, o que está no topo da parada, quais as novidades musicais. Não poderia jamais ser djota pois não sei nem por onde começar a pesquisar tudo isso. Sou, como dizem os entendidos, old school. Gosto das músicas de sempre, aquelas que têm história e me fazem relembrar alguma coisa importante da minha vida. Vivaldi me acalma, choro ouvindo Carpenters, Jamiroquai é a minha banda da vida e os anos 90 tem lugar garantido na minha playlist. Agradeço por já ter passado pela fase 'pagode/sertanejo/axé/forró' e ter sobrevivido e o melhor, sem nenhum registro datado dessa época, hehehe.

Ah, odeio bares com música ao vivo, shows ruins de covers e histeria coletiva por causa dessas bandas do momento, que amanhã esqueceremos o nome. Não culpo quem ainda está nessa, mas meu ouvido sinceramente merece mais do que rebolations, créus e a borboleta da vez. E sim, ficarei de mau humor toda vez que o Universo for invadido por qualquer uma dessas letras sem noção e melodias idem, ao menos se eu estiver presente.

pronto, falei!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

do contra.


É bem verdade quando dizem que algumas coisas na vida são só nossas e não há como mudar. O tal do 'gosto não se discute' é válido e muitíssimo verdadeiro em determinados assuntos. No meu caso, trata-se de futebol, carnaval e presidente do Brasil.

No reino da gorduchinha, torço para um único time e seco outros três [Avaí, Flamengo e Corinthians]. O Figueirense, ali do continente, é o meu time do coração e pra quem torcerei sempre. Foi no Scarpelli que assisti ao primeiro jogo de futebol assim que cheguei na cidade e é o time que não para quase toda uma cidade quando tem jogo. Adoro azucrinar os avaianos [pais e irmão, hehehe] e não gosto do time deles pelo simples [?] fato de já ter ficado parada horas tentando sair ou voltar pra casa e por saber que as pessoas precisam ir ao estádio [?] usando repelente, já que ele fica ao lado de um mangue. Preciso falar mais?

O amor no Carnaval é parecido. A Copa Lord foi uma das duas opções de escola que eu tinha, quando resolvi que começaria a gostar dessa época do ano. Entre a Protegidos e ela, deu Copa. Saí trabalhando na Harmonia em 2003 e de lá pra cá tinha sossegado um pouco, mas cismei que em 2010 sairia novamente na escola ... e ela ganhou! Aliás, nada se comparou a assistir os desfiles todos trabalhando na avenida e no dia das Campeãs ter o privilégio de estar ao lado da bateria da minha escola, feito louca. Sensacional!

E quanto ao presida... Desanimo só de pensar em escrever. Podem falar o que quiserem sobre o aumento da popularidade e todas as coisas boas que esse senhor já fez para o país, mas não me desce. Acho-o oportunista, sem noção e malandro. Toda vez que o vejo na tv me vem a imagem de um daqueles tiozinhos que só falam abobrinha, que querem tirar vantagem de tudo, bonachão. E agora em ano de eleição me dá medo...

Essas paixões ou desamores surgem meio que do nada. Já virou uma coisa meio padrão, chiclete e eu não mudo. Por mais que o meu time perca e esteja na série B, que uma outra escola faça um desfile melhor ou que o presidente mostre-se um homem elegante e de caráter, a minha crença não mudará. É a coisa da birra, da irritação, de querer tirar as pessoas do sério [e olha que eu consigo]. Mais ou menos como as mentiras que de tanto contarem já viraram verdade. Sim, gosto [e não gosto], torço e acredito em todas essas e outras pessoas, situações e coisas e nada, nem ninguém vão mudar isso. Ou se eu mudar, pode ter certeza que ninguém vai saber. É o preço que se paga quando se escolhe ser do contra em qualquer coisa. =)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

oh céus, oh vida!


Tenho um grave e imenso problema com a rotina. Não essa de todo santo dia, quando se faz 'tudo sempre igual e se acorda as seis horas da manhã...'. Essa até me ajuda na organização da vida e das coisas a serem feitas. A rotina que me mata é aquela que dura a muuuuito tempo e que não é do dia pra noite que as coisas mudarão, ou seja, aquela que a primeira vista não depende de mim e que para mudar demanda um trabalho enorme de estratégia, pensamentos e disposição. É a minha 'inquietação constante'.

Mudar a cor do cabelo, a decoração da sala ou até o estilo de se vestir é demorado, enroladinho mas a mudança acontece, numa boa. Trocar o carro, as amizades e o emprego por exemplo já é algo maior, mais complicado e que faz o cerebelo doer, de tanto se pensar. Atualmente passo por algumas dessas situações [mas não, não penso em trocar os amigos muito menos virar ruiva]e sinto que quanto mais eu penso menos as coisas se encaixam.

Preciso sempre de uma novidade, um incentivo para ver que estou viva e que as coisas que eu faço não estão sendo em vão. Como boa sagitariana, é indispensável saber pra onde vou lançar a minha próxima flecha [sabendo claro que elas representam aquilo que eu quero e muitas vezes nem sei direito o que é] e em qual direção correr para buscá-la. Algumas vezes eu acerto a mira, em outras é mais uma flecha perdida e toda vez que tenho que dar baixa em uma delas penso, remôo, analiso. E é por isso que passo nesse momento. Mil ideias, algumas sugestões e [suspiro] a mínima noção do que rumo as coisas tomarão pra mim. Quero tudo pra agora, com o minimo esforço para alcançar. E sei que isso é impossível, não funciona, não vai dar certo.

Quero trocar o carro, penso na história do futuro brechó, decidi que pretendo virar professora universitária, procuro o que fazer dentro do meu emprego. Desprender-me das coisas que já são certas na vida e lançar-me em mares desconhecidos. Eis a solução para esses meus dilemas tão pontuais [acontecem a cada ano, é batata!]. Ter a cabeça e o olhar apurado para saber fazer a escolha certa, ao menos no momento, é o que me falta. E pelo jeito vai faltar mais um pouco, pois ainda estou esperando o estalo que vai me chacoalhar e me fazer sair dessa morna zona do conforto. Até lá, essa vozinha irritante e confusa vai me azucrinando os ouvidos....
=***

sábado, 3 de abril de 2010

brecholesca


Quem me conhece sabe: adoro brechó, sebo, casa de avós ou qualquer outro local que tenha história a contar. Me joga num museu que eu piro! Me leva pra Paris que eu surto!
Não sei de onde vem essa nostalgia eterna que trago aqui dentro, mas é assim que acontece. Vai ver por isso eu guardo tanta coisa e fuço muito esses locais atrás de objetos com os quais eu me identifique. Vai ver é por isso que já começo a pensar com mais calma, planejamento e planos em ter o meu próprio brechó, mas um de verdade e não apenas um local com roupa velha, surrada e que ninguém quer mais, um BRECHÓ com letras maiúsculas e com todo o respeito e charme que um lugar como esse merece.
Dos sacos de roupas empilhadas em um canto, que já passaram de mão em mão pelas amigas a fim de ganhar uma graninha revendendo algumas peças à uma arara cheia de cabides [e que acabou desmontando de tanto peso!] foi um pulo, um estalo e o início do projeto.

O primeiro passo é organizar um local [a princípio o meu quartinho da bagunça, das coisas que são só minhas dentro de casa] e daí começar com os bazares de trocas/vendas. A edição de lançamento da primeira arara foi uma delícia, com as amigas, seus espumantes e algumas peças que já mudaram de dona. O segundo é aumentar a oferta de peças [o plano de expansão já está pronto, é só colocar em prática] e começar a propaganda... e por enquanto paro por aqui! Antes de me empolgar com uma sala toda bonitinha, cheia de roupas, espelho, cafezinho e afins para os futuros clientes preciso fincar os pés das araras bem firmes no chão e ver se meu sonho terá resultados. Uma pecinha por vez, num passo lento e extremamente pensado para depois ver adiante. Com dinheiro não se brinca, não se aposta, não se rasga e muito menos com as roupas dos outros, hehehe.

Adoro quando meus projetos começam a sair do papel, do 'quem dera' ou do 'se um dia eu fizesse'. Gosto muito de saber que meus planos para um futuro digno de aposentada tem a ver com o que eu gosto de verdade e sei fazer. Essa é a graça da coisa.
Vida longa aos sonhos e roupinhas com histórias.
beijo

segunda-feira, 29 de março de 2010

São Paulo, minha querida.

Não há como não sentir um friozinho na barriga ao ver Sampa do alto. Milhares de prédios, uma imensidão de concreto a perder de vista e algo que só cidades grandes, enormes, absolutas como ela têm _ e eu até hoje não soube identificar o que é.
Ir até a megalópole é uma honra! É lá que reencontro meu eterno parceiro de vida, o Zé. É em Sampa que afloro o meu lado formiguinha e ando feito maluca, em lugares onde a maioria das pessoas que eu conheço torceria o nariz. É onde me sinto cada vez mais mané, no sentido de sair de uma cidade com pouco mais de 500 mil pessoas e me sentir abraçada por mais de seis milhões [!] de pessoas. Louco e delicioso.
Ter morado por lá super novinha não mudou em nada o fascínio exercido pela cidade. Cada vez é como se fosse a primeira.

Bater perna na Zé Paulino atrás dos últimos lançamentos e a preços acessíveis é uma coisa [impensável para alguns] Estar na 25 de Março no dia do aniversário da rua foi um presente [impossível para outros] Ver uma chuva torrencial e admirar o balé das águas enquanto as pessoas se preocupavam com o alagamento nas ruas vizinhas é coisa de turista, mas fazer o que se sou isso mesmo? Pegar metrô, estar na Sé as seis da tarde e ver o fluxo absurdo de gente pra lá e cá, numa sincronia quase perfeita me fez sorrir, enquanto as pessoas se acotovelavam loucas pra voltarem pra casa. Paulista, Augusta, Oscar Freire. Só me deixem passear por vocês e já me sinto realizada.

Nada como uma escapadinha dessas pra gente se renovar, respirar um ar diferente, ter novas percepções. Ah, e São Paulo é a nova Floripa. Depois dos paulistas invadirem a ilha, é chegada a hora da revanche. Sim, pois além dos amigos que já estão por lá, é impagável ouvir o seu nome no meio da rua por um ser que já foi seu entrevistado ou ir pra balada e no final dar de cara com uma garota que eu não via há anos [e hoje mora no Amapá!]. Mas a melhor é encontrar um conhecido atravessando a faixa de pedestres, dar um abraço e cada um seguir o seu caminho, assim que o sinal abriu. Não é incrível?

Isso pra mim é São Paulo, a minha paixão impossível.
E alguma coisa sempre vai acontecer no meu coração, independente das ruas que eu cruzar
:)

sábado, 27 de março de 2010

quatro dias longe de casa, uma São Paulo a ser desbravada e pouco tempo para tanta coisa.
assim que desfizer a mala volto a escrever, desta vez com historias e mil palavras para tentar descrever o que é uma visitinha ali, nessa megalópole delicinha!
até
=*

domingo, 21 de março de 2010

ah, o mar.

Se têm algo que me relaxa quase que de imediato é ver o mar. Que me desculpem as pessoas que moram no interior ou não tem a oportunidade de conhecer essa imensidão azul, mas hoje me deu vontade de falar sobre ele, le mer [inventei essa palavra agora...]
Como não se encantar com essa imensidão azul ali, escancarada na nossa cara? Como alguém pode ficar triste ou ranzinza vendo o mar todos os dias? Existe algo tão prazeroso como dar um belo mergulho nessa água toda?
Uma das poucas e únicas coisas que gosto de fazer no verão é ir à praia. Na verdade, esse é o único motivo do verão existir... Adoro ficar esparramada na areia, tomar sol, ler, ver gente, mas nada se compara ao fato de poder me entregar às delícias do mar. Ficar boiando ou ‘furar’ as ondas é uma delícia. Vai ver é a água salgada que consegue levar pra longe todas as preocupações dessa vida ou então porque é bom mesmo. Mesmo assim, não conseguiria morar numa praia, por exemplo. Primeiro porque no verão seria um stress tenebroso pra chegar em casa e depois iria me sentir péssima sabendo que preciso trabalhar e não posso dar uma esticadinha. Ou chegaria sempre atrasada na tevê, o que definitivamente me fez riscar essa opção do caderninho.
Acho que várias pessoas já descobriram esse efeito relaxante/terapêutico/desestressante que o mar tem bem antes de mim, senão ele não seria tão solicitado nos finais de semana de sol ou nas férias. É prazer de graça, faz bem pro corpo e pra mente, relaxa! Acho o máximo quando descubro crianças vendo o mar pela primeira vez. Respeito e entendo as pessoas que tem receio, adoro o cheiro e o barulho que vem dele. Apaixonei-me, é isso.
Na real, não sei se esse gostar assim é só com o mar. Fico encantada quando vejo uma cachoeira, a força da água é algo inexplicável. Viro criança quando entro numa piscina. Fico renovada quando tomo um belo banho, de chuveiro mesmo. Sinto saudades dos meus banhos de chuva da infância. Se parar pra pensar, é tudo água_ o que é uma delícia, mas ainda escolho aquele mergulho no mar como o prazer mais barato e simples que eu posso me oferecer. É por isso que eu não queria que o verão já tivesse acabado.... Paciência!

p.s: o sol voltou, vamos pro mar?
=)

quinta-feira, 18 de março de 2010

BFF´s


Nada na vida é tão gostoso como encontrar quem a gente considera, se importa e se interessa. Ou seja, ver as amigas, aquelas pessoas que são pau pra toda obra e de uma forma ou outra, fazem parte da nossa vida do seu jeito, sem tirar nem por.

Sou uma pessoa que tem poucas amigas, muitas colegas e um pequeno universo de conhecidos. Achava que esse sentimento de amizade era classificado por essas três 'subdivisões amigáveis', mas entre elas existem outras ainda, o que torna o leque de pessoas que nos rodeiam maior e genial.

Todo mundo sabe o que é ter a sua melhor amiga [ou a tal 'best friend forever', para quem é fresca]. Eu já cheguei ao caso de não classificar mais quem é quem e ir adaptando as amigas as situações. Mais fácil, sem dramas ou cobranças para ninguém. A medida que o tempo passa [e a gente cresce e amadurece], vê que cada pessoa tem sua própria vida e que só se faz o que se quer. Não é mais aquele desespero ou obrigação de fazer o que a outra quer, só para provar a tal amizade do céu e da terra. Tenhos sim aquelas que estão acima de qualquer classificação, por serem as tais da minha vidinha, mas de resto resolvi simplificar. Bem mais fácil!

Falei disso tudo só para dizer que adoro encontrar as minhas, as que por afinidade e gostarem uma das outras acabaram criando um círculo com as 'de sempre', que se reúnem para bebericar, contar da vida, planejar programinhas e até escutarem umas as outras. Quem me conhece sabe que um dos meus maiores prazeres é fazer a interação entre as minhas amigas/colegas e com isso aumentar o círculo de todas nós. Nada me dá mais prazer do que ver as 'da moda' conversando com as 'de sempre', que já haviam sido apresentadas as 'da vida', sendo apresentadas as 'recém chegadas'. E assim vou ampliando o meu caderninho de pessoas que entram e se merecerem ficam na minha vida, pois é preciso ser gente do bem e de verdade para poder usufruir dos prazeres dessa minha companhia [a que se achou agora, hehehe]

beijos, queridas
=*

terça-feira, 16 de março de 2010

ai, as férias.


Quem não gosta de ouvir a melodia dessa palavrinha 'férias' é maluco. sério.
Não há período mais gostoso do que ter um tempo para fazer o que se quer, sem pensar em horário, trabalho ou nas obrigações que se tem a fazer quando o que você tem que fazer é produzir, pensar e trabalhar!
sim, férias é uma delícia, mas chega uma hora que cansa. Não é que caaanse de verdade, mas depois dos primeiros dias de folga, ficar sem fazer nada começa a chatear. É que [eu, pelo menos] vejo uma monte de coisinhas que eu preciso ou tenho que fazer e que o momento é agora, mas por outro lado.... caramba, eu tô em férias!
Férias de que mesmo? do trabalho, de mim ou das obrigações que eu tenho que fazer e preciso de um descanso?

enquanto a indecisão acontece, penso que não há coisa melhor a se fazer nas férias do que viajar. adooro! arrumar mala, sair da rotina, conhecer lugares novos ou simplesmente se desligar do seu dia-a-dia é demais. em breve, passo meus 'lastdays' em Sampa [uau!] com o Zé [meodeos, que delí!]aproveitando os últimos dias de dolce far niente completo, sem culpas por fazer o que eu gosto, ;)

<&> é chegada a hora de começar a mudança de closet, aquelas coisas de descer as roupas de 'frio' e ir subindo as de 'calor'. tô fazendo a limpa no meu e dando uma olhada nos brechós, que sou fã por achar coisas que são únicas, só pra você. essa semana ainda lá vou eu com as bolsas e com olhar atento para as comprinhas [duvido achar algo melhor do que as de Curitiba, hehehehe. depois comento]

vou procurar o que fazer, sem ser ver tv!
beijos
=*

segunda-feira, 15 de março de 2010

o primeiro feijão.

Aproveitei as férias para aprender a cozinhar, comida de todo o dia mesmo, arroz e o bendito feijão. Sem panela de pressão, sem nunca ter feito na vida. Encarei a batalha e no final das contas acho que aprendi mais uma coisa na vida [ainda não provei o feijão, então por enquanto fiz alguma coisa que aprendi agora]

Sou das que tem caderno de receitas, com quitutes e pratinhos para uma ou outra ocasião especial. Não me imagino tendo que inventar um menu completo [ou quase], com no mínimo o básico arroz+feijão+carne e um complemento gostoso. Deve ser esse um dos motivos que não me anima a ter filhos. Bolar pratos e pratos pra família diariamente dever ser tarefa das mais complexas.

Enfim, já comprei carnes, legumes e afins para vers e consigo montar almoço para 3 dias, assim, só para não me esquecer como é gostoso cozinhar. começarei com o já conhecido 'bife a role' [adoooooro!]
se der certo, coloco aqui as receitinhas das delicias de 'almoço em casa'.
fotos idem,
beijos
=*

domingo, 14 de março de 2010

ok, vamos lá!

não tenho twitter, sou fã do facebook e meus orkuts estão cada vez mais desatualizados. meu blog profissional foi largado às moscas, a coluna do jornal pe escrita raramente e o caderninho que anda dentro da minha bolsa ainda continua com as páginas em branco. foi-se o tempo em que as cartas eram escritas à mão, eu tinha um calo no dedinho da mão direita de tanto escrever e minha coleção de canetas era gigante. mesmo assim, a vontade de escrever continua aumentando e deixando a preguiça de lado, voltei à blogosfera.

sinceramente, ainda não sei até quando nem qual será a frequência para esse exercício de conhecimento que é se expor e escrever, mas a verdade é que vou tentar me policiar e me convencer a colocar mais uma vez no papel algumas coisas que vejo, vivencio ou somente quero escrever e saber a opinião de outras pessoas. nada de errado nisso [ou há?]

como começar um texto de boas vindas e apresentação num local que a gente nem sabe como funciona direito? fazendo de conta que se está recèm chegando a uma casa nova, com as caixas espalhadas pelos cômodos e sem ter a mínina noção de por onde começar... como em toda mudança [e quem já fez mais de uma vai pegando a prática], o primeiro lugar que tem que estar disponível e a inteira disposição é a cama, até porque é nela que a gente se joga antes de começar a trabalheira e durante todos os dias de organização dentro do novo lar.

e seguindo a regra da 'moça da mudança', me jogarei direto na cama agora [e pra quem ficou fora de casa uma semaninha não há remédio melhor] para um descanso providencial e aos pouquinhos vou desencaixotando as coisas por aqui e colocando as coisas no lugar.

que essa estadia seja longa, aprazível e bastante proveitosa
beijos
=*