Não há como não sentir um friozinho na barriga ao ver Sampa do alto. Milhares de prédios, uma imensidão de concreto a perder de vista e algo que só cidades grandes, enormes, absolutas como ela têm _ e eu até hoje não soube identificar o que é.
Ir até a megalópole é uma honra! É lá que reencontro meu eterno parceiro de vida, o Zé. É em Sampa que afloro o meu lado formiguinha e ando feito maluca, em lugares onde a maioria das pessoas que eu conheço torceria o nariz. É onde me sinto cada vez mais mané, no sentido de sair de uma cidade com pouco mais de 500 mil pessoas e me sentir abraçada por mais de seis milhões [!] de pessoas. Louco e delicioso.
Ter morado por lá super novinha não mudou em nada o fascínio exercido pela cidade. Cada vez é como se fosse a primeira.
Bater perna na Zé Paulino atrás dos últimos lançamentos e a preços acessíveis é uma coisa [impensável para alguns] Estar na 25 de Março no dia do aniversário da rua foi um presente [impossível para outros] Ver uma chuva torrencial e admirar o balé das águas enquanto as pessoas se preocupavam com o alagamento nas ruas vizinhas é coisa de turista, mas fazer o que se sou isso mesmo? Pegar metrô, estar na Sé as seis da tarde e ver o fluxo absurdo de gente pra lá e cá, numa sincronia quase perfeita me fez sorrir, enquanto as pessoas se acotovelavam loucas pra voltarem pra casa. Paulista, Augusta, Oscar Freire. Só me deixem passear por vocês e já me sinto realizada.
Nada como uma escapadinha dessas pra gente se renovar, respirar um ar diferente, ter novas percepções. Ah, e São Paulo é a nova Floripa. Depois dos paulistas invadirem a ilha, é chegada a hora da revanche. Sim, pois além dos amigos que já estão por lá, é impagável ouvir o seu nome no meio da rua por um ser que já foi seu entrevistado ou ir pra balada e no final dar de cara com uma garota que eu não via há anos [e hoje mora no Amapá!]. Mas a melhor é encontrar um conhecido atravessando a faixa de pedestres, dar um abraço e cada um seguir o seu caminho, assim que o sinal abriu. Não é incrível?
Isso pra mim é São Paulo, a minha paixão impossível.
E alguma coisa sempre vai acontecer no meu coração, independente das ruas que eu cruzar
:)
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