terça-feira, 20 de abril de 2010

música maestro!


Escutei dia desses uma frase de uma das pessoas que mais me conhece no mundo [se não for a que mais sabe de mim], meu namorado Flô, que eu sou uma 'pessoa sensível musicalmente'. Se a frase foi exatamente essa não sei, mas foi algo parecido e que no final das contas levava a esse pensamento. Essa pérola mais do que verdadeira foi solta em meio a comemoração de formatura de um amigo, onde o maldito dj resolveu juntar o pior do sertanejo, pagode e todas essas porcarias sonoras num único lugar. Surtei! Não conseguia me concentrar na conversa nem disfarçar o mau humor que ia tomando conta de mim a medida que aquelas músicas iam invadindo o ambiente e me enlouquecendo. E isso não é frescura, é um ouvido apurado demais. Sério!

Desde sempre adoro música. Minha mãe lembra que quando eu era bebê colocava um radinho embaixo do meu travesseiro para me fazer pegar no sono. Tinha todos os 'sucessos' das bandas infantis da época e imitava as cantoras na sala, com uma escova de cabelo fazendo as vezes de microfone. Os aniversários em casa tinham apresentação de números musicais [sente a empolgação]. Convenhamos que com todo esse incentivo não dava pra ser diferente.

Música é um dos propulsores da minha vida, o que me move de verdade. Acordar de manhã e não ligar o som é quase impossível. Me dá prazer, alegria, satisfação. Sou daquelas que fazem cd´s e listas das músicas ideais para cada momento: dançar, relaxar, ficar na fossa e ainda guardo algumas fitas cassetes [coisa mais velha!] com músicas que não encontro para baixar.

O engraçado é que vivo numa espécie de repetição sonora. Nâo sei quais são as bandas do momento, o que está no topo da parada, quais as novidades musicais. Não poderia jamais ser djota pois não sei nem por onde começar a pesquisar tudo isso. Sou, como dizem os entendidos, old school. Gosto das músicas de sempre, aquelas que têm história e me fazem relembrar alguma coisa importante da minha vida. Vivaldi me acalma, choro ouvindo Carpenters, Jamiroquai é a minha banda da vida e os anos 90 tem lugar garantido na minha playlist. Agradeço por já ter passado pela fase 'pagode/sertanejo/axé/forró' e ter sobrevivido e o melhor, sem nenhum registro datado dessa época, hehehe.

Ah, odeio bares com música ao vivo, shows ruins de covers e histeria coletiva por causa dessas bandas do momento, que amanhã esqueceremos o nome. Não culpo quem ainda está nessa, mas meu ouvido sinceramente merece mais do que rebolations, créus e a borboleta da vez. E sim, ficarei de mau humor toda vez que o Universo for invadido por qualquer uma dessas letras sem noção e melodias idem, ao menos se eu estiver presente.

pronto, falei!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

do contra.


É bem verdade quando dizem que algumas coisas na vida são só nossas e não há como mudar. O tal do 'gosto não se discute' é válido e muitíssimo verdadeiro em determinados assuntos. No meu caso, trata-se de futebol, carnaval e presidente do Brasil.

No reino da gorduchinha, torço para um único time e seco outros três [Avaí, Flamengo e Corinthians]. O Figueirense, ali do continente, é o meu time do coração e pra quem torcerei sempre. Foi no Scarpelli que assisti ao primeiro jogo de futebol assim que cheguei na cidade e é o time que não para quase toda uma cidade quando tem jogo. Adoro azucrinar os avaianos [pais e irmão, hehehe] e não gosto do time deles pelo simples [?] fato de já ter ficado parada horas tentando sair ou voltar pra casa e por saber que as pessoas precisam ir ao estádio [?] usando repelente, já que ele fica ao lado de um mangue. Preciso falar mais?

O amor no Carnaval é parecido. A Copa Lord foi uma das duas opções de escola que eu tinha, quando resolvi que começaria a gostar dessa época do ano. Entre a Protegidos e ela, deu Copa. Saí trabalhando na Harmonia em 2003 e de lá pra cá tinha sossegado um pouco, mas cismei que em 2010 sairia novamente na escola ... e ela ganhou! Aliás, nada se comparou a assistir os desfiles todos trabalhando na avenida e no dia das Campeãs ter o privilégio de estar ao lado da bateria da minha escola, feito louca. Sensacional!

E quanto ao presida... Desanimo só de pensar em escrever. Podem falar o que quiserem sobre o aumento da popularidade e todas as coisas boas que esse senhor já fez para o país, mas não me desce. Acho-o oportunista, sem noção e malandro. Toda vez que o vejo na tv me vem a imagem de um daqueles tiozinhos que só falam abobrinha, que querem tirar vantagem de tudo, bonachão. E agora em ano de eleição me dá medo...

Essas paixões ou desamores surgem meio que do nada. Já virou uma coisa meio padrão, chiclete e eu não mudo. Por mais que o meu time perca e esteja na série B, que uma outra escola faça um desfile melhor ou que o presidente mostre-se um homem elegante e de caráter, a minha crença não mudará. É a coisa da birra, da irritação, de querer tirar as pessoas do sério [e olha que eu consigo]. Mais ou menos como as mentiras que de tanto contarem já viraram verdade. Sim, gosto [e não gosto], torço e acredito em todas essas e outras pessoas, situações e coisas e nada, nem ninguém vão mudar isso. Ou se eu mudar, pode ter certeza que ninguém vai saber. É o preço que se paga quando se escolhe ser do contra em qualquer coisa. =)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

oh céus, oh vida!


Tenho um grave e imenso problema com a rotina. Não essa de todo santo dia, quando se faz 'tudo sempre igual e se acorda as seis horas da manhã...'. Essa até me ajuda na organização da vida e das coisas a serem feitas. A rotina que me mata é aquela que dura a muuuuito tempo e que não é do dia pra noite que as coisas mudarão, ou seja, aquela que a primeira vista não depende de mim e que para mudar demanda um trabalho enorme de estratégia, pensamentos e disposição. É a minha 'inquietação constante'.

Mudar a cor do cabelo, a decoração da sala ou até o estilo de se vestir é demorado, enroladinho mas a mudança acontece, numa boa. Trocar o carro, as amizades e o emprego por exemplo já é algo maior, mais complicado e que faz o cerebelo doer, de tanto se pensar. Atualmente passo por algumas dessas situações [mas não, não penso em trocar os amigos muito menos virar ruiva]e sinto que quanto mais eu penso menos as coisas se encaixam.

Preciso sempre de uma novidade, um incentivo para ver que estou viva e que as coisas que eu faço não estão sendo em vão. Como boa sagitariana, é indispensável saber pra onde vou lançar a minha próxima flecha [sabendo claro que elas representam aquilo que eu quero e muitas vezes nem sei direito o que é] e em qual direção correr para buscá-la. Algumas vezes eu acerto a mira, em outras é mais uma flecha perdida e toda vez que tenho que dar baixa em uma delas penso, remôo, analiso. E é por isso que passo nesse momento. Mil ideias, algumas sugestões e [suspiro] a mínima noção do que rumo as coisas tomarão pra mim. Quero tudo pra agora, com o minimo esforço para alcançar. E sei que isso é impossível, não funciona, não vai dar certo.

Quero trocar o carro, penso na história do futuro brechó, decidi que pretendo virar professora universitária, procuro o que fazer dentro do meu emprego. Desprender-me das coisas que já são certas na vida e lançar-me em mares desconhecidos. Eis a solução para esses meus dilemas tão pontuais [acontecem a cada ano, é batata!]. Ter a cabeça e o olhar apurado para saber fazer a escolha certa, ao menos no momento, é o que me falta. E pelo jeito vai faltar mais um pouco, pois ainda estou esperando o estalo que vai me chacoalhar e me fazer sair dessa morna zona do conforto. Até lá, essa vozinha irritante e confusa vai me azucrinando os ouvidos....
=***

sábado, 3 de abril de 2010

brecholesca


Quem me conhece sabe: adoro brechó, sebo, casa de avós ou qualquer outro local que tenha história a contar. Me joga num museu que eu piro! Me leva pra Paris que eu surto!
Não sei de onde vem essa nostalgia eterna que trago aqui dentro, mas é assim que acontece. Vai ver por isso eu guardo tanta coisa e fuço muito esses locais atrás de objetos com os quais eu me identifique. Vai ver é por isso que já começo a pensar com mais calma, planejamento e planos em ter o meu próprio brechó, mas um de verdade e não apenas um local com roupa velha, surrada e que ninguém quer mais, um BRECHÓ com letras maiúsculas e com todo o respeito e charme que um lugar como esse merece.
Dos sacos de roupas empilhadas em um canto, que já passaram de mão em mão pelas amigas a fim de ganhar uma graninha revendendo algumas peças à uma arara cheia de cabides [e que acabou desmontando de tanto peso!] foi um pulo, um estalo e o início do projeto.

O primeiro passo é organizar um local [a princípio o meu quartinho da bagunça, das coisas que são só minhas dentro de casa] e daí começar com os bazares de trocas/vendas. A edição de lançamento da primeira arara foi uma delícia, com as amigas, seus espumantes e algumas peças que já mudaram de dona. O segundo é aumentar a oferta de peças [o plano de expansão já está pronto, é só colocar em prática] e começar a propaganda... e por enquanto paro por aqui! Antes de me empolgar com uma sala toda bonitinha, cheia de roupas, espelho, cafezinho e afins para os futuros clientes preciso fincar os pés das araras bem firmes no chão e ver se meu sonho terá resultados. Uma pecinha por vez, num passo lento e extremamente pensado para depois ver adiante. Com dinheiro não se brinca, não se aposta, não se rasga e muito menos com as roupas dos outros, hehehe.

Adoro quando meus projetos começam a sair do papel, do 'quem dera' ou do 'se um dia eu fizesse'. Gosto muito de saber que meus planos para um futuro digno de aposentada tem a ver com o que eu gosto de verdade e sei fazer. Essa é a graça da coisa.
Vida longa aos sonhos e roupinhas com histórias.
beijo

segunda-feira, 29 de março de 2010

São Paulo, minha querida.

Não há como não sentir um friozinho na barriga ao ver Sampa do alto. Milhares de prédios, uma imensidão de concreto a perder de vista e algo que só cidades grandes, enormes, absolutas como ela têm _ e eu até hoje não soube identificar o que é.
Ir até a megalópole é uma honra! É lá que reencontro meu eterno parceiro de vida, o Zé. É em Sampa que afloro o meu lado formiguinha e ando feito maluca, em lugares onde a maioria das pessoas que eu conheço torceria o nariz. É onde me sinto cada vez mais mané, no sentido de sair de uma cidade com pouco mais de 500 mil pessoas e me sentir abraçada por mais de seis milhões [!] de pessoas. Louco e delicioso.
Ter morado por lá super novinha não mudou em nada o fascínio exercido pela cidade. Cada vez é como se fosse a primeira.

Bater perna na Zé Paulino atrás dos últimos lançamentos e a preços acessíveis é uma coisa [impensável para alguns] Estar na 25 de Março no dia do aniversário da rua foi um presente [impossível para outros] Ver uma chuva torrencial e admirar o balé das águas enquanto as pessoas se preocupavam com o alagamento nas ruas vizinhas é coisa de turista, mas fazer o que se sou isso mesmo? Pegar metrô, estar na Sé as seis da tarde e ver o fluxo absurdo de gente pra lá e cá, numa sincronia quase perfeita me fez sorrir, enquanto as pessoas se acotovelavam loucas pra voltarem pra casa. Paulista, Augusta, Oscar Freire. Só me deixem passear por vocês e já me sinto realizada.

Nada como uma escapadinha dessas pra gente se renovar, respirar um ar diferente, ter novas percepções. Ah, e São Paulo é a nova Floripa. Depois dos paulistas invadirem a ilha, é chegada a hora da revanche. Sim, pois além dos amigos que já estão por lá, é impagável ouvir o seu nome no meio da rua por um ser que já foi seu entrevistado ou ir pra balada e no final dar de cara com uma garota que eu não via há anos [e hoje mora no Amapá!]. Mas a melhor é encontrar um conhecido atravessando a faixa de pedestres, dar um abraço e cada um seguir o seu caminho, assim que o sinal abriu. Não é incrível?

Isso pra mim é São Paulo, a minha paixão impossível.
E alguma coisa sempre vai acontecer no meu coração, independente das ruas que eu cruzar
:)

sábado, 27 de março de 2010

quatro dias longe de casa, uma São Paulo a ser desbravada e pouco tempo para tanta coisa.
assim que desfizer a mala volto a escrever, desta vez com historias e mil palavras para tentar descrever o que é uma visitinha ali, nessa megalópole delicinha!
até
=*

domingo, 21 de março de 2010

ah, o mar.

Se têm algo que me relaxa quase que de imediato é ver o mar. Que me desculpem as pessoas que moram no interior ou não tem a oportunidade de conhecer essa imensidão azul, mas hoje me deu vontade de falar sobre ele, le mer [inventei essa palavra agora...]
Como não se encantar com essa imensidão azul ali, escancarada na nossa cara? Como alguém pode ficar triste ou ranzinza vendo o mar todos os dias? Existe algo tão prazeroso como dar um belo mergulho nessa água toda?
Uma das poucas e únicas coisas que gosto de fazer no verão é ir à praia. Na verdade, esse é o único motivo do verão existir... Adoro ficar esparramada na areia, tomar sol, ler, ver gente, mas nada se compara ao fato de poder me entregar às delícias do mar. Ficar boiando ou ‘furar’ as ondas é uma delícia. Vai ver é a água salgada que consegue levar pra longe todas as preocupações dessa vida ou então porque é bom mesmo. Mesmo assim, não conseguiria morar numa praia, por exemplo. Primeiro porque no verão seria um stress tenebroso pra chegar em casa e depois iria me sentir péssima sabendo que preciso trabalhar e não posso dar uma esticadinha. Ou chegaria sempre atrasada na tevê, o que definitivamente me fez riscar essa opção do caderninho.
Acho que várias pessoas já descobriram esse efeito relaxante/terapêutico/desestressante que o mar tem bem antes de mim, senão ele não seria tão solicitado nos finais de semana de sol ou nas férias. É prazer de graça, faz bem pro corpo e pra mente, relaxa! Acho o máximo quando descubro crianças vendo o mar pela primeira vez. Respeito e entendo as pessoas que tem receio, adoro o cheiro e o barulho que vem dele. Apaixonei-me, é isso.
Na real, não sei se esse gostar assim é só com o mar. Fico encantada quando vejo uma cachoeira, a força da água é algo inexplicável. Viro criança quando entro numa piscina. Fico renovada quando tomo um belo banho, de chuveiro mesmo. Sinto saudades dos meus banhos de chuva da infância. Se parar pra pensar, é tudo água_ o que é uma delícia, mas ainda escolho aquele mergulho no mar como o prazer mais barato e simples que eu posso me oferecer. É por isso que eu não queria que o verão já tivesse acabado.... Paciência!

p.s: o sol voltou, vamos pro mar?
=)