Escutei dia desses uma frase de uma das pessoas que mais me conhece no mundo [se não for a que mais sabe de mim], meu namorado Flô, que eu sou uma 'pessoa sensível musicalmente'. Se a frase foi exatamente essa não sei, mas foi algo parecido e que no final das contas levava a esse pensamento. Essa pérola mais do que verdadeira foi solta em meio a comemoração de formatura de um amigo, onde o maldito dj resolveu juntar o pior do sertanejo, pagode e todas essas porcarias sonoras num único lugar. Surtei! Não conseguia me concentrar na conversa nem disfarçar o mau humor que ia tomando conta de mim a medida que aquelas músicas iam invadindo o ambiente e me enlouquecendo. E isso não é frescura, é um ouvido apurado demais. Sério!
Desde sempre adoro música. Minha mãe lembra que quando eu era bebê colocava um radinho embaixo do meu travesseiro para me fazer pegar no sono. Tinha todos os 'sucessos' das bandas infantis da época e imitava as cantoras na sala, com uma escova de cabelo fazendo as vezes de microfone. Os aniversários em casa tinham apresentação de números musicais [sente a empolgação]. Convenhamos que com todo esse incentivo não dava pra ser diferente.
Música é um dos propulsores da minha vida, o que me move de verdade. Acordar de manhã e não ligar o som é quase impossível. Me dá prazer, alegria, satisfação. Sou daquelas que fazem cd´s e listas das músicas ideais para cada momento: dançar, relaxar, ficar na fossa e ainda guardo algumas fitas cassetes [coisa mais velha!] com músicas que não encontro para baixar.
O engraçado é que vivo numa espécie de repetição sonora. Nâo sei quais são as bandas do momento, o que está no topo da parada, quais as novidades musicais. Não poderia jamais ser djota pois não sei nem por onde começar a pesquisar tudo isso. Sou, como dizem os entendidos, old school. Gosto das músicas de sempre, aquelas que têm história e me fazem relembrar alguma coisa importante da minha vida. Vivaldi me acalma, choro ouvindo Carpenters, Jamiroquai é a minha banda da vida e os anos 90 tem lugar garantido na minha playlist. Agradeço por já ter passado pela fase 'pagode/sertanejo/axé/forró' e ter sobrevivido e o melhor, sem nenhum registro datado dessa época, hehehe.
Ah, odeio bares com música ao vivo, shows ruins de covers e histeria coletiva por causa dessas bandas do momento, que amanhã esqueceremos o nome. Não culpo quem ainda está nessa, mas meu ouvido sinceramente merece mais do que rebolations, créus e a borboleta da vez. E sim, ficarei de mau humor toda vez que o Universo for invadido por qualquer uma dessas letras sem noção e melodias idem, ao menos se eu estiver presente.
pronto, falei!